Feb 5, 2012

Sobre Creeps Icônicos, Preconceito Capilar, Virar seu Pai e Plantar informações


Tava aqui formulando o título deste texto quando me encontrei em um daqueles momentos em que meu cérebro joga uma palavra no ar e eu não sei dizer se a palavra existe ou se eu inventei ela. Gente, eu jurava que 'icônico' era uma palavra! Mas fui procurar no dicionário, e não. Não existe. Mas tenho certeza que você entendeu o significado dela. Não encontrei icônico no dicionário, mas encontrei Iconolatria e descobri que tenho isso. Diz que quem tem adoração por imagens é praticante disso. Bom, eu acho que eu sou né? Devo ser. Mas voltando a invenção de palavras, tem gente que não curte muito isso não. Diz que as coisas param de fazer sentido e mimimimi. Se quer saber o que eu acho, eu acho isso uma frescuragem do caralho. Qual o problema meu Deus, em inventar palavras, e aumentar as informações desse universo? Tem espaço pra muito mais palavras. Concordo que ferra com a vida do tradutor do Google, mas bom, é o Google, ele se vira. Se as pessoas inventassem mais palavras a vida poderia ficar mais interessante. É o tal de plantar informações. Como quando você está em um daqueles elevadores de prédio velho, que confundem os níveis e abrem as portas pra você sair e você se depara com uma parede ao invés de um andar (Antes de sair do elevador, verifique se o corredor encontra-se neste andar), e ao invés de ficar chateado com isso, pega uma canetinha na bolsa e escreve alguma frase intrigante na parede, pra quando alguem se encontrar na mesma situação, ler a frase e pensar 'ó meu deus, que misterioso, que intrigante!'. As pessoas reclamam que filmes são mais legais que suas vidas, mas ninguém também faz nada pra esse mundo de cá ficar um pouco mais interessante. Ai ficam ai estudando o passado. Sabe porque vocês estudam o passado? Porque as pessoas do passado inventavam palavras! Logo, portanto, todavia, eram muito mais interessantes e tinham vidas e pirâmides e contatos alienígenas muito mais interessantes. Reflitam meus caros amigos. Reflitam. E deixem mais recados subliminares por aí. Façam-me o favor, sejam coleguinhas de dimensão mais interessantes vez ou outra!

Mas enfim, perdi meio post refletindo sobre o título, não falei nada do que eu queria dizer. O que eu queria dizer é que eu estou me tornando o meu pai. To notando uma certa falta de paciência para com pessoas que falam coisas. Falam-coisas-ponto-final mesmo. Eu acho que é o jeito que elas falam que me irrita. Ai eu fico pensando que eu to ficando mais chata do que o normal, mas as pessoas também não me ajudam sabe. Falam coisas que você lê e simplesmente pensa 'q'. Só que um dia eu acordei e percebi que eu não tinha mais que entender essas pessoas. E aí eu comecei a ignorar elas. Que não deve ser a melhor solução possível para o caso, mas é o que tem pra hoje. Notei também que algumas pessoas, quanto mais você as ignora, mais elas ficam sem-noção, e mais elas fazem questão de te mostrar isso. Como um 'veja bem, meu bem, olhe só o que você está fazendo comigo, estou ficando louco!'. Daí parti pra teoria que homens não compreendem a essência de ser ignorado (porque todos os objetos de estudo de caso eram homens). E que eles não ligam muito pra essa coisa de orgulho próprio e orgulho ferido. Mas conversando com meu Guru Encaracolado, percebi que pode ser algo mais profundo. Acho que é a diversão deles. Creeps na verdade são trolls que passam o dia fazendo coisas bizarras pra estudar a reação da sociedade e colocar pessoas em situações constrangedoras quando tentam entender what the fuck is going on. Nesse caso, estou fazendo uma ótima defesa pessoal praticando o ignore mode on.

Fico aqui pensando, creeps devem ter uma função de equilíbrio na sociedade. Eles existem pra que nós tenhamos algo em comum. Quando eu tinha 10 anos eu fazia amigos dizendo 'Você lê Harry Potter?! Eu tambem!'. Hoje em dia a coisa tá mais pra 'Você também tem essa esquisitice/ acha aquilo esquisito?! Eu tambem!'. Deve ser isso. Eu mesma sou creep em alguns nichos da sociedade. Saca aquele gordão que vai no cinema sozinho e dá umas risadas histéricas? Prazer, sou eu. Mas eu tenho um limite de creepicidade. Quer dizer, eu respeito o espaço pessoal das pessoas. Ontem por exemplo, fui no teatro, e um projeto de Neymar sentou ao meu lado. Quando vi a juba esquizofrênica já tive um típico ataque de preconceito capilar e pensei 'fuck'. Mas ai meu lado que defende a causa 'Nâo vire seu Pai' me disse "o que é isso Mônica, você nem conhece e já tá ai pensando que o cara é um mané". Bom, ele era. Aquele tipo de  creep irritante que repete TODAS as piadas da peça e depois ri e grita um palavrão aleatório, como se eu fosse surda e já não tivesse ouvido. Mexeu o tempo todo na cadeira de maneira nada graciosa como se estivesse parindo um hipopótamo, debruçou pro meu lado ocupando 1/3 da minha poltrona e sei lá como que ainda conseguia ficar encostando a mão em mim toda hora. A fina linha que separa um creep de ser apenas um ícone de algum cenário típico da vida, como o gordão que ri sozinho no cinema, de um completo mala com péssimo gosto para cortes de cabelo. E que invade seu espaço pessoal. 


Depois eu coloco as pessoas de volta no lugar delas e brigam comigo. 
Foram elas que começaram, mamãe!
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