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Jan 19, 2012

Sid and Nancy, Relacionamentos com Facada e a Grama do Vizinho.


Engraçado essa coisa do referencial gramado do vizinho né. Não me importa se a grama do vizinho esteja tão verde quanto a minha, desde que as pessoas que estejam pisando em cima do gramado estejam tão desorientadas na vida quanto eu. Não importa o quanto a minha bagunça esteja totalmente fora de controle, se tiver alguém em uma situação semelhante ou pior, está tudo bem. Eu faço isso com a minha vida. Procuro seriados e filmes com tramas desorientadas, bem no estilo do meu querido Roteirista, pra sempre poder pensar que poderia ser pior. Por exemplo, foi na época que minha ex sogra começou a fazer telefonemas anônimos pra minha casa falando coisas sinistras que eu comecei a assistir Gossip Girl (acho que isso era um assunto delicado, mas que se foda, os anos passam e tudo vira piada ou livro. Síndrome de escritor faz isso com a gente). Porque poxa, você tem que pelo menos entender como funciona a mente do inimigo. Ou o que fazer numa situação dessas. O que eu não chamaria de uma atitude muito esperta, porque veja bem, nesse ritmo de aceitar os acontecimentos na minha vida com base em roteiros de séries e filmes, agora mesmo eu vou estar achando aceitável a existência de Tiranossauros Rex no horizonte de Uberlândia. Mas pelo menos eu vou saber como me defender né? Fingir de morto e tal.

Mas a coisa é essa. Se identificar com a tragédia da grama do vizinho, ou ter quem esteja pior e sem gramado, pra se distrair com a grama alheia. Ou a falta dela. Foda é quando você percebe que você tá sendo a distração dos problemas alheios. Já diria Sid Summer e Tom Nancy. 'Nós temos alguns problemas, mas não chegamos no nível da Mônica Fadul ainda!' (veja abaixo)

E é assim que é. Deixa o Roteirista tomar conta, quando você menos espera, sua vida tá lá, virando um filme. Ou um livro. Ou jogando a ex sogra na fogueira do seu blog, só pra dar uma temperada.






Mas só pra constar, ainda não to aceitando relacionamentos com facadas na minha vida não. Apesar de que eu tenho uma amiga que... enfim. Chega de gente na fogueira por hoje.
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Dec 31, 2011

Relacionamentos Minados




Se comprometer é como jogar campo minado. Você tá lá clicando em quadrados aleatórios, esperando clicar em quadrados expansíveis. Tranquilo, sem pressão, podendo iniciar outro jogo a qualquer momento. Até que você clica em um expansível. Ele não é o que você chamaria de ó-meu-deus-que-expansível-sensacional, mas ele tá ali. E você bem sabe que já clicou muito por aí e a próxima coisa pode ser uma bomba. Então você se compromete. E ou aquilo vira um jogo de horas com um final feliz, ou um jogo de horas com uma desilusão bombástica no final, ou você fica sem saída segundos depois. E acaba clicando em qualquer outra bomba, por falta do que fazer.

Eu nunca tive problemas com comprometimento. Tenho problemas com o campo minado, porque sempre quero clicar em mais algum lugarzinho antes de estabelecer um relacionamento sério com o quadradinho e o jogo. Mas na vida pessoal não. Sou dessas que perde o controle remoto, e vive como se de repente a vida fosse essa (e não é?). Agora. Sem depois. Sem nem tempo pra parar e pensar se pode estacionar aqui. Pensar? A próxima coisa que percebo é um cérebro perguntando aonde foi que eu amarrei minha égua. Porque vocês sabem. Campo Minado tem bombas, mas elas pelo menos seguem uma lógica. Agora a vida real...

Pessoas descontroladas assim sabem de uma coisa: Não adianta forjar um amor. Não adianta tacar o controle remoto pela janela na esperança de se apaixonar. Não. Ele volta, e fica trocando de canal o tempo todo. Te perguntando: "Moça? E aquele quadradinho ali? Será que não seria mais interessante?"




Boa Pergunta, Controle.
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Nov 17, 2011

O estado Puto.

Verbo: Estar Puto.
Conjugação no Presente do infinitivo:
Eu estou puto.
Tu estas puto.
Ele está puto.
Nós estamos putos.
Vós estais putos.
Eles estão putos.

Significado: O estado de pensar que rodar a bolsinha na esquina é o menor dos problemas, mesmo nunca tendo rodado a bolsinha, mesmo não tendo dinheiro pra comprar uma bolsinha ou mesmo não estando nem um pouco afim de rodar a bolsinha.

Tô puta. E isso se deve exclusivamente ao fato de eu, estar puta. Mas o mundo não consegue absorver tal tipo de informação, ele precisa, NECESSITA de um motivo. Então você tem a brilhante idéia de dizer que está com TPM. Porque o mundo é simplesmente incapaz de entender que você está puta porque não tem batatas. E você é incapaz de digerir o fato de que você é o tipo de pessoa mimada o bastante pra ignorar todas as comidas da cozinha e do centro da cidade. Você quer batata recheada com catupiry e bacon. Então você apela pra TPM. Porque o estado da comida interrompida, meu amigo, é tão grave quanto rodar ou não a bolsinha na esquina. E se eu estiver grávida um dia eu vou certamente abusar de todo mundo com essa história de desejo, porque olha, eu sou um monstro, quando se trata de comida.

E ai você pensa. MÔNICA, sua sortuda, só come porcaria e é tão magrinha. Você acha que eu tenho sorte? Eu sou tipo um cara andando no fogo sem sensibilidade na pele. Eu to me fodendo e nem to sentindo. Devo ter o coração mais não saudável da galáxia da Terra e certamente posso morrer escrevendo esse post, mas o que é que eu faço? Se quando eu quero batata recheada com catupiry e bacon, eu quero batata recheada com catupiry e bacon, mesmo que eu não esteja falando de batata com catupiry e bacon, mesmo que isso não esteja mais fazendo sentido algum.

Eu estava puta.
Eu ainda estou puta.
E cheguei em casa e comecei a vasculhar a cozinha.

Mãe: O que você tá procurando?
Filha: Batatas.
Mãe: Não tem batatas.
Filha: Deixa eu procurar as batatas.
Mãe: Mas não tem batatas.
Filha: Deixa eu uma vez na vida ficar doida e procurar batatas mesmo não tendo batatas, eu preciso procurar batatas O QUE DIABOS SÃO ESSAS FRUTAS FALSAS?
Mãe: Efeites... Tem hamburguer!



Mundo, olha, eu preciso dizer isso.
Eu sou defeituosa nível 11. Eu faço bico quando todo mundo vai embora. Eu faço manha e ponho a culpa na TPM. Eu acordo vegetariana e não duro até o almoço. Eu não tenho força nem pra ter uma dieta saudável. Eu sou tipo desprezível. Eu demoro dias pra responder emails, porque eu passo dias sem saber me comunicar corretamente com a sociedade. E eu to me formando num curso que quando eu tenho que pegar o carro pra ir pra faculdade, minha vontade é bater num muro e morrer ou entrar em coma e nunca mais voltar lá. Porque eu sou TÃO desprezível, que eu dou esse tipo de valor na minha vida. Claro que eu não bato no muro porque eu dou valor na minha vida, mas PORRA, já não devia ser errado o suficiente esse pensamento sequer existir na minha cabeça vez ou outra?

E aí vem o estágio do repúdio. Onde você fica mais puto. Porque não dá pra entender como a gente as vezes da tanto valor a coisas tão pequenas e tão pouco valor pra coisas tão grandes. Eu to puta. E atualmente, é por causa das batatas. Que eu não achei. Então eu peguei todo o arroz da geladeira e fiz uma tigela de arroz pra ver série a madrugada toda. E aí o site saiu do ar. E sobrou eu. O estado puto. E uma tigela de arroz. 

E não me conformo de Plutão ter sido rebaixado.


P.S. - Você talvez se sinta incomodado com esse texto, por ser uma princesa da Disney que quando tem um dia de merda, se dirige até o jardim mais próximo, faz amizade com um passarinho e faz um dueto com ele de uma bela canção de algum dos filmes da Disney. Nesse caso você é alguém que clica em FAIL, igual clicaram aí embaixo. Pra você, tenho um recado: Vai tomar no cu. Tenho certeza que no fim você vai cantar uma bela canção sobre isso.
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Aug 3, 2011

needing Rescue.



Todo mundo tem seu herói. A tal da música, pessoa, lugar ou sabor de sorvete que consegue ser mais do que um porto seguro, algo mais pacote completo com elemento surpresa. Vem com a corda de resgate e a garrafa de rum. Vem com um olho with raios laser e o outro olho with raios chantilly. Vem com o abraço e a música. Vem com o Batman, e a pizza. Todo mundo tem.

Todo herói tem missões pra cumprir. E tem uns que são tão fodas que acabam arranjando umas missões complicadas demais. Vão pra guerras épicas e eternas, e nunca mais voltam. Meu herói foi pra Magrathea. Tinha que defender o planeta que cria outros planetas, porque estavam querendo roubar planetas, obviamente. Todo mundo quer conquistar o mundo, ou um mundo. Todo mundo precisa de um herói.

Todo mundo tem dificuldades pra desapegar de uma idéia fixa. Vai pedir pra Mary Jane ligar pro Batman, vai! Ela vai insistir que só o Spiderman consegue salvar ela sem bagunçar seu cabelo. Até o fim. Mentira, nem é até o fim. É só até o apego se distrair e ir ali comprar um sorvete. E ai fica só aquela saudade. Do Seu Herói. O melhor de todos. E um desejo gigante pra que ele seja FODA defendendo Magrathea. Mas nem preciso. Meu herói é só sucesso. Boa sorte pra ele! E obrigada por ter me defendido todo esse tempo :)


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Jul 18, 2011

Sobre a Vida, o Negócio, o Universo e Tudo Mais!

No meio do nada, quando o nada, nem o tudo, nem o tempo, nem o espaço existiam, tinha um Negócio. Um Negócio que por algum motivo que se perdeu na imensidão da inexistência, resolveu explodir. Tipo muito. Tipo BIG. Tipo BANG. Só que sem som. E pequeno. E virou gigante. Explodiu em zilhocentos pedaços de átomos, nêutrons, prótons, notas musicais, matéria negra, energia negra, Freddie Mercury e na moedinha número 1 do Tio Patinhas. Passaram-se zilhocentos anos de loucura de explosão, e o pessoal ainda tava explodindo, viajando, procurando um lugar pra ser alguma coisa nessa vida. Pra ser alguma vida. Um pessoal virou estrela. Outro pessoal virou planeta. E a festa toda chamada Universo foi esfriando. E um pessoal resolveu formar bolas de fogo que atraiam outras rochas pra perto. E num canto da festa surgiu a panelinha da Via Láctea e o Sol. E numa das rochas que estava nas redondezas tinha um pessoal empolgado. Esse pessoal revolveu se juntar. Formar um núcleo. Formar uma baguncinha em volta. Formar uma célula. E de repente estavam lá os dinossauros. E de repente estava lá um espermatozóide procurando um óvulo. E de repente estava lá você. Esse pessoal passou quilhocentos bilhões de anos nessa festa, nessa luta, nessa gana, pra você nascer e ter como objetivo de vida estar em frente a TV amanhã no horário da novela. Vou te contar que antes da festa começar, todo mundo aqui, e todo o resto do universo era a mesma coisa. Era O Negócio. Você é um pedaço Do Negócio que resolveu querer ver TV. Tem um outro irmão seu, pedaço Do Negócio, que é um cometa, e tá viajando por ai, por todo esse universo, doidão, locão, brilhando e inspirando um monte de outros pedacinhos.

Me disseram que eu não tenho que me preocupar se você quer é ver novela, e eu concordo, tudo bem, pode ir lá. Mas é que eu fico louca com essa coisa gigante espalhada aí fora e eu não poder conhecer tudo. É muita festa pra pouca vida. É tipo se sentir um micróbio cósmico. Mas poxa. Só aqui nesse pedaço de festa já tem TANTA coisa pra se conhecer. Tanta gente, tanta cultura, tanta história, tanta música, tanto vestido, tando castelo pra invadir, tanta grama pra rolar, tanto desespero pra sentir, tanto amor pra se viver, tanta coisa que eu não sei ainda porque eu to aqui parada, com a bunda grudada em frente o computador ao invés da TV. Como pode?

Não pode!


Me desculpe a bíblia e Deus com sua criação na base da varinha mágica, mas eu acho esse tal do Big Bang muito mais mágico e bonito. Talvez Douglas Adams foi o cara mesmo em sua teoria de que quando alguém descobrisse pra que serve o Universo ele ia explodir e virar uma coisa mais maluca e inexplicável ainda. As vezes O Negócio era o universo de antes. Não sei. E nem vou descobrir, porque sou um reles pedaço Do Negócio que não consegue usar nem 25% da massa cerebral. E eu tenho essa urgência martelando no meu hipotálamo (NOSSUINHORA fui brega) me mandando parar de pensar e ir viver. Sou dessa turma que vai no instinto. Que se foda ISO, Abertura, Lentes, Velocidade, Filtro, e o diaboaquatro, eu quero é clicar em todos os botões até sair o melhor resultado pra uma fotografia. Porque no meio dos erros tem muita coisa bonita também. Eu quero é botar o pé na estrada e ir viver um dia de cada vez morrendo de medo de não ter um plano pro dia seguinte, mas dormir cansada e realizada de ter tido um dia FODA. O mundo aqui em volta anda quadradão demais. Eu quero falar "A" e que alguém me acompanhe dizendo "YES A!!! E quem sabe o A não pode virar um A Evoluído se B C e D". Mas quando eu falo "A!!!!!!" as únicas coisas que ando escutando são "Por que A? / O que é A? Qual o potencial de A? / Mas por que não Z?". Se O Negócio fosse ficar pensando se Big Bang era o caminho pro sucesso ele ia tá lá parado até hoje no meio do treco que nem era nada, nem tudo.


Faz mais de 5 anos que meus pais disseran: "Mônica, tenha um plano antes de não ter um plano." Pois bem. Meu plano pro ano que vem é não ter um plano. E isso me deixa absurdamente mais aterrorizada do que pensar se vou conseguir arranjar um emprego. E me deixa milhões de vezes mais excitada do que uma oferta de emprego. E DEPOIS? Eu não sei. Mas aposto que o pessoal da festa do Big Bang não sabia também, e olha, eles até que tão conseguindo fazer um Novo Negócio bem bonito!


E que você, que também sente essas urgências de vez em quando, não deixe isso morrer. Que a gente corra no escuro de madrugada por motivo nenhum, que a gente invente brincadeiras malucas na hora de ir embora só pra enrolar uma despedida, que a gente resolva sair pra comer as 4h da manhã, que a gente escreva cartas pro futuro, que a gente acredite em Deus ou acredite no Big Bang, mas acredite em alguma coisa que nos inspire a querer mais ao invés de viver por comodismo. Que acabe esse desânimo. Que a gente honre O Negócio e faça coisas bonitas também, mesmo que ninguém entenda, mas que faça sentido pra você. Que a gente pegue o carro e mude a direção, caia na estrada ao invés de cair no centro da cidade, e vá pra primeira cidade que der vontade de conhecer. Ou só dirija até ver o Sol se escondendo nesse horizonte gigante, pra admirar toda essa bagunça que tá rolando aí no céu! Pra quando chegar a hora de dar tchau, não bater aquele desespero de último dia de férias mal vividas.
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Mar 10, 2011

Sobre as Bonecas Infláveis, o Rum Caribeño, os Golfinhos, e a Economia.

Picture it.

Um homem curvado tamborila nervosamente os dedos sobre uma mesa que certamente não conhece mais o conceito de superfície. Vários papéis jogados e embolados, uma máquina de escrever e o resto de uma garrafa de rum. O homem usa um chapéu que esconde seu rosto. Sente que não existe razão para mostrar-se ao mundo já que nem ele mesmo sabe o que dizer ao mundo. É aí que ele percebe, lhe falta inspiração. A Musa Inspiradora! "Vou comprar uma Boneca Inflável!".

Ora pois, não dá pra esperar a vida resolver que é a hora da sua Musa aparecer pra você conseguir continuar escrevendo seu livro, a vida é bem sacana com essas coisas e possui uns cálculos bem imprecisos pra determinar esse tempo de espera. Eu mesma já dei tanto esses conselhos pros caras nas ruas que pareciam meio carentes. Pô. Vai lá. Use a Imaginação! Se você se diverte sozinho, imagine o que pode fazer com uma boneca inflável.

Enfim, antes que você pense que eu embirutei de vez, não, eu não estava carente precisando de uma boneca inflável, e sim, eu certamente sei que Bonecas Infláveis e Amigos Invisíveis são coisas que a sociedade não sabe lidar muito bem. Mas, eu vejo economia e vantagens.

A diferença sutil e elegante aqui é que eu estou escrevendo num computador e não numa máquina de escrever, meu rum é caribeño e olha só, minha boneca inflável é um Marciano cara. Não dá pra não dizer que isso é totalmente legal demais. (Sério, não se preocupe, eu tenho noção do absurdo que eu estou dizendo aqui.)

Então você tá lá, pensando que a solução dos seus problemas é ter alguem que possa ouvir o que você tem a dizer sem te julgar, ou alguem que possa te fazer companhia quando você tá com medo do escuro, ou, sei lá o que se faz com essas bonecas infláveis legítimas, o negócio é que lá estava eu e lá estava Marvim, todo verde, e eu não pude deixar de dizer, "Cara, você quer namorar comigo?". Porque é exatamente isso que se faz quando encontramos um Marciano de chapéu na nossa frente e tem uma música ambiente legal rolando. Além do mais, as pessoas vivem me dizendo que 'uóooo Mônica você merece um cara perfeito'. Isso, é a mesma coisa de dizer que eu mereço morrer sozinha, porque sabe, isso daí não existe gente. E ia ser muito chato namorar a perfeição. Não que isso tenha nada a ver com nada, mas me pareceu útil dizer isso agora. Nunca diga que alguem merece perfeição. Isso é irritante. Você tira o direito da pessoa poder errar vez ou outra.

O que eu to querendo dizer aqui é o seguinte. Você tem problemas, certo? Claro. Então, imagine que o problema é como a sua cabeça presa num buraco de uma cerca. Veja bem. Se sua cabeça entrou, ela também consegue sair. Isso só pode querer dizer, é claro, que a solução dos nossos problemas está no mesmo lugar de onde surgiu os problemas. Ou você acha que a Fábrica A fabrica fechaduras e a Fábrica B fabrica chaves? Não. Tudo é fabricado junto na Fábrica Danadinha. Até o tal do cara que o pessoal diz que é demaisão, criou o paraíso, as pessoinhas, a cobra e a maçã. Sabe? Sempre sai do mesmo lugar. Então se tem um problema na sua cabeça, você pode crer meu amigo que a solução está aí também. E pagar um psicólogo pra fazer você tagarelar e você próprio encontrar a solução perdida aí, na minha opinião turca, é muito desperdício de rum. Você consegue fazer isso sozinho. E se tudo que você precisa é de um formato humano pra confiar este momento de fraqueza, bem, vai lá cara, e infla a boneca!

Outra coisa, que eu tinha que dizer aqui é que olha, nós todos somos golfinhos. Então por exemplo, se a minha próxima frase vier isolada numa linha alinhada à direita, muitos poderiam pensar que é o fim do post, porque foi assim que eu eduquei vocês.

Eu sou uma isolada alinhada à direita e você está achando que é o fim.



Mas bem, não é. Nem tudo no mundo são peixes e sardinhas conseqüências de uma pirueta que você deu num tanque. Então as vezes a gente cria a noção de que quem acha que bonecas infláveis ou bóias verdes fluorescentes em formatos de alienígenas são coisas de gente normal, é alguém muito maluco. Mas no final das contas, tem gente que acha que comprar um carro vai fazer ele ficar mais jovem. Então pra mim, dá na mesma. Ou seja. Pare de cantar as menininhas nas ruas com essas cantadas lixo gente. É doloroso pro mundo. Pega a barbie da sua irmã e diz pra ela todas essas coisas. Eu tenho certeza que a Barbie não vai se importar e você vai se sentir menos carregado depois disso. E se você fizer isso numa sala fechada, talvez as ondas sonoras batam na parede e voltem e você possa se escutar dizendo as coisas que você estava dizendo em público todo esse tempo. E isso vale pra tudo. A gente cria um conceito na nossa cabeça sobre alguma coisa, e não pára pra pensar que se a gente der uma voltinha em torno da coisa e observar por outro ângulo, pode ser que você veja e sinta uma outra coisa totalmente diferente, e aquele seu conceito inicial que parecia tão correto, na verdade é só 0,1% da coisa toda e não dá pra resumir ela assim. Tipo, se o Adão tivesse se contentado quando viu a Eva de frente e pensado OOOH BOOBIES BOOOBIES e ficasse lá pra sempre nesse transe, ele nunca ia ter dado uma voltinha e descoberto que po, tem uma bunda também. Que massa cara. 

E isso tudo na verdade, é só um monte de coisas que estavam bagunçadas na minha cabeça e que se organizaram melhor quando eu fiquei ali ouvindo música enquanto eu inflava meu namorado Marciano bebendo meu rum caribeño. Pode ser que não sirva de nada pra você. Mas sobre esperar que a vida olhe pra você pra que as coisas se resolvam, é uma coisa que serve pra todo mundo: é um desperdício de tempo. E achar que só alguém que nem existe pode te ajudar, quando a única pessoa que pode entender você completamente é você, é só um medo de parar e fazer um nado borboleta dentro do seu cérebro, ao invés daquele nado 'cachorrinho' que você esteve praticando todo esse tempo. E isso, obviamente, é só um monte de observações para aquelas pessoas que, como eu, tem problemas que não dá pra conversar com ninguém, e aí você começa a falar em códigos e ninguém te entende e tal. E eu não estou falando de gravidez, ok, parem de achar que eu estou grávida. Eu hein.

Ok. Agora esta é uma linha isolada da direita que indica o fim. Ou não.




p.s.- Cara, o olho esquerdo do Marvim sumiu, alguém sabe dele?

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Oct 5, 2010

Filosofia Tetrial

Oi, meu nome é Mônica Campos Atualmente Loser No Processo de Ficar Awesome Fadul de Freitas, tenho 21 anos, 2 meses e 21 dias + 18 meses de gestação (sim), totalizando 22 anos, 8 meses e 21 dias. Há uma semana tive uma experiência de vida indescritível. Muitos a encararam como um vício descontrolado e insignificante. Jucas Hézar interpretou de maneira diferente. Eu, Mônica, encontrei o Manual de Como Viver a Vida. Ele estava codificado em forma de blocos coloridos e divertidos que dançam e caem no ritmo do campo gravitacional virtual. Seu nome é TETRIS.

Uma breve apresentação ao Tetris Battle:


FILOSOFIA DE VIDA TETRIAL


Os Problemas da Vida
A vida funciona assim: enquanto você está preocupado tentando resolver uma coisa, outras já estão se preparando para aterrissar na sua cabeça, nada delicadamente. É preciso enxergar além do presente e planejar. Sim a Vida gosta de ser sacana, é isso que te deixa esperto. Nunca fui atingida por dejetos digeridos de animais voadores porque quando escuto barulho de asas já olho pra cima pra verificar se existe alguma bunda passarinhal se ajeitando na minha direção. Alguns preferem esperar a bomba cair e depois xingar a Pomba. Ela te avisou, você que é lerdo.

Os Imprevistos da Vida
Você pode até pensar que tem tudo sob controle planejando tudo, mas sempre terá que estar preparado para o imprevisto como as linhas de pedra quem podem surgir 10 de uma vez e acabar com todo o seu campo de batalha. Como se preparar? Não tem como, você vai se fuder de qualquer maneira. Mas tenha sempre um Plano B.

O Calcanhar de Aquiles
Não importa por quem você está sendo atacado, todo mundo possui um ponto fraco, basta saber identifica-lo. A cada linha de pedra que você recebe, recebe junto uma bomba que além de destruí-la, pode provocar combos incriveis contra o seu adversário. E essas são as armas mais potentes.

A Melhor defesa é o Ataque
Em qualquer campo de batalha, a melhor defesa é o ataque. Não dê tempo para que seu adversário planeje contra você. Enquanto ele estiver ocupado tentando resolver seus próprios problemas, você pode respirar mais tranquilo!

O Karma do Mal-feito Feito
Tudo que fizer com displicência pode se tornar uma grande problema no futuro. Linhas mal-feitas deixadas para trás podem acabar com todo o seu jogo, e quanto mais tempo passar, mais difícil fica consertar os erros do passado. Nem pra tudo existem pílulas do dia seguinte.

A Ansiedade Fode
Quanto mais ansioso para completar linhas, menos você ganha. Completando linhas isoladas você não ganha ponto algum. Pode terminar o jogo sem nenhum acumulo de blocos e um zero no placar. Certas coisas na vida devem seguir o ritmo natural das coisas. Let it Be.

A Arte de não Menosprezar
Nunca menospreze uma peça. Ela sempre poderá ser de grande valor no futuro. Em Tetris, ela acaba sempre voltando, mas na vida, um dia a peça simplesmente cansa e vai viver a vida em outras modalidades de Tetris (?!). Toda peça é útil em algum momento.

A Trilha Sonora Incorreta
O rendimento do seu jogo depende muito do tipo de música que você escuta. Escute músicas lerdas e prepare-se para abraçar o troféu da derrota. Nem tudo na vida deve se adequar ao seu humor. Ta triste? ENTÃO POR QUE RAIOS VAI ESCUTAR MUSICA TRISTE? Quer cavar a própria cova mané? Certas coisas na vida devem ser contrariadas para apresentar resultados satisfatórios.


Curta a Onda com Moderação
Misteriosamente, as vezes você perde descontroladamente, as vezes você ganha freneticamente. São as Ondas. Na vida tem dessas coisas. O problema é deixar as emoções surfarem na onda. Botar na cabeça que você é ruim vai fazer de fato você ficar ruim. Assim como botar na cabeça que sua vida é um lixo, vai fazer da sua vida um lixo. Nosso cérebro se acostuma com as emoções mais comuns e acaba atrofiando as "conexões" das emoções mais raras. Ou seja, levanta mesmo achando que seu dia vai ser uma bosta, que pode acontecer varias coisas boas e seu cérebro nem vai ter a capacidade para senti-las mais. MANÉ. Não seja um feliz otário também. Não é massa rir quando te conto que o hamster da minha irmã comeu a perna do meu. (porra)

O Improviso
Algumas pessoas tem a habilidade de viver a vida no improviso e se dar bem com isso. Fazendo linhas no ritmo louco da distração que a música provoca na sua cabeça, e quando você ve, todo aquele amontoado de linhas que pareciam não fazer sentido estão se completando em combos malucos que só seriam possíveis mesmo dessa maneira. And YOU WIN. 


Ok, I'm Addicted.


P.S. - Sim, eu detonei o Tiranossauro REX nesta partida de Tetris Battle. MUAH HAHA!
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Jul 14, 2010

Como entender uma Mulher em 5 passos.


"Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo?

Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante."

Martha Medeiros (Doidas e Santas)


......Eu sou no mínimo 7 das 7 qualificações citadas pela Martha Medeiros. Devo ser pelo menos expert no processo da loucura descontrolada né? Ou não. Expert ou não uma coisa eu posso afirmar, em 80% dos ataques de loucura, a mulher não tem a mínima idéia de onde quer chegar com aquilo. Ela só aperta o botão vermelho e resolve jogar truco no escuro. Porque bem, é mais divertido né. Ou não. Aí ela percebe o "ou não" tarde demais. E aí o descontrole perde o controle. Há quem ache charmoso. Há quem olhe todo esse caos e pense: "q".

......A verdade é que mulher, nesses momentos, é a coisa mais fácil de se entender. O problema é que todo esse caos camufla o que ela tenta tanto esconder, apesar de ser claramente visível em todos os seus movimentos. E como eu disse, nessas horas, uns cantam "something in the way she moves/ attracts me like no other lover/ something in the way she woos me" e outros, perdidos, só podem confirmar: crazy little thing called love.

......Ok não vou dizer que é fácil assim, as vezes eu mesma passo mal momentos até entender o que eu mesma estou fazendo ou querendo. Esse descontrole todo geralmente é gerado em 5 passos:



O processo é basicamente assim:

1 - Uma mulher é controlada e certa sobre os pudins da vida, até que alguém resolve dizer que o pudim pode não ser um pudim. Ela não concorda. Ri. Faz piada. Após uma lavagem cerebral, ela já não tem certeza sobre o verdadeiro significado do pudim.

2 - Tudo está bem até que momentos de tédio, filmes ou músicas fazem ela pensar sobre tal pudim conflitante cerebral.

3 - Tudo estava bem até ela resolver que a hora de ir dormir é uma boa hora pra se pensar nos pudins da vida.

4 - Tudo perde total noção do bem quando a mulher sem mais saída, sofrendo já de transtorno obsessivo compulsivo pudinzal, resolve exigir respostas e provas de quem fez tal conflito pudinzozo entrar na sua pobre cabeça que perdeu a paz.

5 - Tudo FODE quando sem respostas, nem provas, nem pudins, ela continua negando mesmo sabendo que o pudim é algo real. Tentando obsessivamente não pensar mais, ela não conclui nada sobre isso e em um momento de fraqueza acaba exteriorizando o pudim ao mundo, e o que sai de sua cabeça são apenas vários pensamentos não concluidos e semi-negados. Entendeu? Nem ela entende. Geralmente nesta fase a mulher parece ter mais braços e bocas do que qualquer coisa. Fala sem parar e nada faz sentido. E pobre é a vítima que tenta compreender o polvo com crise de pudins existenciais.



......Pobre de NÓS, que viramos polvos com pudins existenciais não compreendidos. Isso sim! O que você precisa saber é que é só esperar a poeira abaixar que ela vai parar pra pensar sobre tudo com mais calma, e ai sim, quando uma nova conversa surgir, ela terá um enciclopédia explicando qualquer pudim que possa aparecer por ai.


Até que alguém resolva questionar as geléias.

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