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Apr 16, 2016

Precisamos conversar sobre Sumatra

Mais uma vez nos encontramos, querido blog. Sem piadinhas ok? Você é bem querido mesmo. E não tem ponto de exclamação nesse computaodor, então não me leve a mal se eu for pontofinativa demais. Precisamos conversar sobre trezentos milhões de coisas, mas hoje, quero falar sobre o Sumatra.
To morando sozinha, trabalhando meu trabalho dos sonhos, namorando um namorado que nunca mais foi embora da minha casa, com uma filha peluda de quatro patas sensacional, e uma casa cheia de móveis, ta tocando musica alta no meu ouvido, mas consigo escutar esse galo do Saraivão berrando me avisando que eu devia estar dormindo (desiste meu filho, nem minha mãe me convenceu que 4 da manhã é hora de dormir, imagine você) MAS, ledo engano de qualquer criança adolescente, nao é porque sua vida tá parecendo ajeitada e encaminhada que The Sims perde o sentido. PELO CONTRÁRIO, APARENTEMENTE FAZ MAIS SENTIDO AINDA.

Mano, eu estou de luto faz meses ponto de exclamação.


Estava lá, eu e Raul, curtindo uma chuva ilhados num hotel em Ilhabela, quando comecei a assistir uma série no youtube de The Sims. Porque sim. Não preciso nem dizer que acabou a viagem com os dois morrendo de vontade de jogar The Sims de novo. E lá fui eu criar o Sumatra. A vida toda eu criava minha personagem bem baseada em mim, mas dessa vez, achei paia. Primeiro porque de vida real e contas a pagar já bastava a minha. Segundo porque ela ia sair dando umas bitoca num cara que não era o Raul, e como a gente já sabe, eu sou bem idiota, e isso não parecia muito bom na minha cabeça. Então eu criei o Sumatra. Mano eu já escrevi dois parágrafos e ainda não comecei a porra da história. Criei ele, um gordinho simpático que andava por ai com roupas de vocalista do AC/DC, malhava com uma toalha amarrada na cintura e uma máscara do Darth Vader, entre outras peculiaridades. Sua casa era maravilhosa. Só faltou eu botar parede de tijolinho na banheira. Ele era doidão. Curtia fazer uns macarrão e ir atazanar os pescadores da vila enquanto comia. Porque ele não tinha TV né. Tipo eu. Mas eu não atazano ninguém enquanto como meu macarrão. Ele, obviamente, era mais problemático que eu. Mas eu gostava bastante dele. Ele virou alguma coisa que eu nem me lembro mais, mas tava ganhando um dinheiro idiota pra continuar vivendo. O problema é que Sumatra esqueceu do seu aniversário. TUDO COMEÇOU QUANDO A PORRA DO SUMATRA ESQUECEU DO SEU ANIVERSÁRIO. Ele ficou depremidaço. Nem incomodava os pescadores mais. Nada prestava. Aí pensei com meus botões: vou dar uma festa fora de época pra ele né. Custa nada. (Custava 20 simoleons). Chamei a galera toda, inclusive a gatinha que me dava uns moles. Minha casa, peculiar, tinha bar no jardim da frente, jukebox na sala e uma piscina de 1m² no quintal. Não tinha como essa festa não ser uma puta festa. EXCETO QUE A MINHA MINA PASSOU A FESTA INTEIRA NA PISCINA DE  1M² COM UM NEGÃO AVANTAJADO. Me ignorou. Completamente. Fiquei nervousour. Decidi acabar com aquela desgrama de festa logo e ir soprar as velas do bolo. Que alegria, que beleza.


LEDO ENGANO.


Mal sabia Sumatra que no seu primeiro aniversário esquecido, ele envelheceu de jovem adulto para adulto. E ao soprar as velas daquele bolo de aniversário falso, ele passou pra idoso, EM MENOS DE  UM DIA. Quando terminei de soprar as velas eu já estava perigosamente exausto. Fiquei preocupada. Mandei a galera toda embora. Chega dessa algazarra na minha propriedade, não tenho mais idade pra isso. Fui recolhendo a bagunça pra deixar tudo limpo antes de ir dormir. Inclusive aqueles copos de bebida na beirada da piscina. Maldita Liberty. Realmente achei que tinhamos um futuro. Quem vai ter meus filhos agora para herdar minha propriedade? Já sou velho demais, estou perdido, Quando chego na cozinha encontro um cara bombado fazendo flexões. Aparentemente ele não percebeu que a festa acabou. Era Don. Ele se levantou, todo musculoso-namorado-da-Madonna, e me cumprimentou pela minha recém velhice. Eu, que já estava muito confuso com aquela noite, pensei: Mano estou quase morrendo, nunca nem dei umas bitocas... devo ser gay ponto de exclamação. Parti pra cima do Don. Perguntei sobre sua vida e seus interesses e lasquei um beijão. DON CURTIU DEMAIS. Pronto. Estava feito. Podia estar idoso, mas eu namorava o cara mais bombado da cidade. Perguntei se ele queria passar a noite. Ele disse que sim. Ele ficou acordado dançando e eu fui dormir. Porque eu estava perigosamente exausto.


Amanheceu e Don havia ido embora. Caiu a ficha que eu tinha sido apenas uma noite pra ele. O que um cara saudável como aquele ia querer comigo, que já tinha um pé na cova? Bateu um desespero imenso. Agora que eu era gay, obviamente, realmente, não ia ter filhos. Precisava adotar. Fontes seguras me disseram que se eu entrasse no computador era possível adotar uma criança. Mas eu não tinha um computador exclamação exclamação. Fui até a vizinha mais próxima pedir seu computador emprestado para adotar um herdeiro. Não tinha ninguém em casa. Já que já tinha andado até ali decidi ir até a casa do lado. Era da maldita mulher que me abandonou no meu próprio aniversário. Me recusei a entrar. Tem uma casa logo ali e com certeza vai dar certo. De qualquer forma eu já estava perigosamente exausto para voltar andando pra casa. Precisaria dormir na casa de alguém antes de voltar. Toquei a campainha e uma bela moça me atendeu. Entrei, já desesperado procurando pelo computador. A MALDITA ERA UMA AMISH HIPPIE. NÃO TINHA ELETRÔNICOS. Eu já estava cansado demais. Não podia voltar. Foi então que pensei: essa jovem tem um útero e isso é tudo que preciso.

Na vida real, Raul me aloprava dizendo que precisava ir dormir. Eu dizia:perai, preciso só fazer um filho aqui e ja vou. Ele disse: é impossivel fazer um filho assim numa mlher que você acabou de conhecer.

LEDO ENGANO.


Umas perguntinhas sobre a vida e seu mapa astral, e ela já era minha. Fizemos uma tentativa de filho e depois uma oba oba. Não preciso nem dizer que eu estava dangerousmente exausto quando acabei. Dormi ali mesmo e quando acordei esperei ela chegar me contando que estava grávida. Mas aparentemente ela ainda não sabia. Fui fazer um café da manha pra ela. Ela comeu pensando sobre bebês e fraldas. De repente saiu correndo pro banheiro vomitar. PRONTO. SÓ PODE TER DADO CERTO. Esperei ansioso na sala pra ela me contar as boas novas.


Nada.


Fiquei preocupado. Não éramos nada um do outro, Se eu fosse embora ela simplesmente nem iria me contar sobre o filho. Percebi que não poderia ir embora antes de engatarmos um namoro. Liguei no trabalho e pedi folga. Era dia de amor em Sumatraville.

To be Continued
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Dec 12, 2012

Motores do Universo, Potencialização Avançada de Mimimis, Clube do Cão e A explicação do Roteiro de Filmes Pornôs

Forças Motoras Fundamentais do Universo

1ª Lei FMFU - Toda praga praguejada por uma Mãe é escutada por Murphy e automaticamente executada. 

(Nunca duvide de uma Gripe, Chuva ou Bagunça na Cozinha profetizada por uma mãe) 

2ª Lei FMTU - Todo Xixi-Fora-da-Lei anda em bando.

(Não pense que se deu bem não pisando nesta poça de xixi. Logo em frente você vai pisar em outra. Quem sabe até capotar cozinha adentro, ferrar sua perna, pernas brancas pra quê, galera já te ama cheia de hematomas assim) 

3ª Lei FMTU - Todo Mimimi que aparece neste Blog é potencializado no próximo episódio pelo Roteirista.

('Você acha que isso tá ruim assim é, olha só se fosse assim.' E a audiência vai ao delírio.)

Eu já devia ter aprendido que meu Roteirista tem essa tendência de ler este blog quando minha vida começa a ficar calma demais, só pra relembrar quais foram os episódios que mais me paputaquepariu hem Roteirista, tomar banho na soda de gilete você não quer não né? e coisa e tal.

Se eu digo que a vida mudou demais porque o MSN morreu, você resolve que 'tá fácil demais, pede pra sair de casa minha filha.'
Se eu digo que eu tô de saco cheio do controle remoto e tô afim de perder ele, você me faz imitar o Jack Black Guitar no chão do banheiro usando luvas de boxe pra não dizer mais.
Se eu digo que nossa senhora que tanto de coisa pra fazer quando eu moro sozinha, SURGE UM CÃO.

Assim bem depois de 24h eu ter dito que nem rolava um cão ainda.

SURGE UM CÃO.
Um Cão com vagina, favor respeitar a vagina do meu Cão(a).

Pois bem, eu vim aqui, só pra dizer, que, primeiramente, Querido Blog (HAHHAHAHHA) eu tenho um Cão(a). Bem que eu disse que esses Anos 10 iam ser uma loucura, só que como eu não tenho capacidade pra gravidez fisiológica, só psicológica, eu arranjei um filho nesses que vem em formato quatro patas. Aos amigos e amigas que estejam fazendo amizades entre Pombas e Rôlas, beware, Anos 10 é um Período Fértil. Q
A segunda coisa que eu vim fazer foi falar com o Potencializador de Mimimis.

'Carta ao Roteirista. 12, de dezembro de 2012.
Alô Roteirista.

Queria dizer que este é o único Mimimi que você não pode potencializar já que a Mané ainda é muito nova pra ter hotdogs saindo de dentro dela. Não tem como potencializar um cão sem multiplicá-lo como um pão (apesar dela crescer tanto por minuto que é capaz do próximo Godzilla ser negão(a))(]?).
Caramba rimou tudo. Deve ter sido esse refrigerante alterado que deixaram na minha geladeira. (Valeu Rubens)

A não ser que você faça sair um hot humano de dentro de mim.
Aí eu apelo e peço pra descer, não é possível, não sabe brincar não desce pro Play.
Se eu aparecer grávida mês que vem vocês já sabem quem foi que deu um bote salva-vidas pro esmermatozóide vencedor.'

Mas enfim, mudando de assunto, essa é pra você, que quer um cão, engravidou de um cão, é um cão, se apaixonou por um cão, foi comido por um cão, quer seguir a carreira de cão, foi um cão na vida passada, ou pensa que é um cão.

CLUBE DO CÃO
Regra nº1: Você só sabe uma palavra na sua vida. É seu nome. E significa comida.
Regra nº2: Todo Xixi-Fora-da-Lei deve ser acompanhado de um Xixi-Fora da Lei ao lado. O objetivo é cobrir todo o piso com uma camada homogênea de Xixi-Fora-da-Lei, imperceptível aos olhos do humano até que ele se encontre capotado no chão cozinha.
Regra nº3: Tudo que se move é uma ameaça para sua casa e seu dono, e DEVE ser comido. Não temas.
Regra nº4: Mãos before Balls. Nunca troque a mão do seu dono por aquela bolinha vadia que nem te dá um tapa em retorno.
Regra nº5: Em caso de nada-embaixo-das-patas, não temas. Vocês está voando nas mãos do seu dono, intimado a pensar sobre suas atitudes. Agora vamos nos divertir. Se remexa como um louco dando a impressão de que vai cair do momento de reflexão aérea. Com muita sorte você pode até cair e deixar O SEU DONO pensando sobre as atitudes dele. 
Falando em xixi, eu preciso dizer uma coisa que eu percebi ontem, enquanto eu estava fazendo xixi-dentro-da-lei. 

EU ENTENDI O ROTEIRO DOS FILMES PORNÔS!

Não, nem teve nada a ver com o momento, foi porque eu vi meu pijama no horizonte e fiquei refletindo sobre ele.

Então.
O negócio é que, a verdade é que, a realidade é que, mais entregadores de comida/encomendas/multas me viram de pijama do que homens que estavam sendo convidados a 'oi olha meu pijama HIHIHIHIHI'.
O porque eu não sei, eles têm um timming bizarro.
Ou às vezes você só não tá no clima de tomar banho e tirar o pijama e colocar lentes de contato e pentear o cabelo num domingo de ressaca só pra receber a pizza. Se eu tivesse toda essa energia eu estaria fazendo a minha própria pizza né meu filho.

Daí as galeras dos filmes pornôs são essas que tão sempre de lingerie, maquiagem bem feita e com fome. Eu não sei. Eu não consigo imaginar uma puta na minha situação de domingos de ressaca. Eu não consigo imaginar ninguém na realidade, só um mendigo talvez. Apesar de que até os mendigos andam bonitos ( confira foto sequiçual mendigana), sobrou nada pra mim, pelo menos meu Cão(a) me ama. ENFIM. Elas vivem nessa posição de suricate farejando o universo (que?) (não sei, esse refrigerante do Rubens tá muito sensacional) e daí resolvem pedir uma pizza, um sofá, um ajudinha do chaveiro, e quando vê, ui! estou de pijama, UI MEU PIJAMA! RWAR pombarolarwraarrwrwrarr 

O que não acontece comigo, porque os entregadores nunca são sensacionais, eu to sempre acabada, e o único diálogo que rola é 'minha filha já são meio dia e você ainda tava dormindo?' (TOMANOCUMEUSINHOR!).

O sol nasceu, cabou, fim, Entregador mandou eu ir dormir.

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Oct 12, 2012

Despedidas, Mudanças e o dia em que eu virei um The Sim.



A vida não muda em 10 anos nem em 1 ano. A vida muda em 1 semana, de um dia pro outro, em 1 minuto. Um olhar diferente, um telefonema, uma palavra atravessada e aquilo que você vivia no almoço já não é mais a mesma coisa na hora da janta. E olhe lá! As vezes o fim da janta não é mais a mesma coisa do que foi no início. Foi bem no meio de uma janta mesmo que eu terminei uma história de anos e anos. E é assim. A vida vem e pinta o cabelo de roxo e diz que cansou daquele enredo. Finais de temporada drásticos, mexicanos, cheios de orgulho. E um novo início bate na porta.

Sempre fui ligada demais a tudo que pudesse me lembrar de algo. Mudo a cama de lugar mas não mudo de quarto não! São memórias demais pra se largar assim sem nem olhar pra trás. E de repente, era isso que eu estava fazendo. Aquela Mônica que guardava até lentes de contato, estava revirando o guarda roupa se livrando de tudo o que não fazia mais sentido. E de repente aquele guarda-roupa não era nem meu mais.
Montes de caixas indo de lá pra cá, montes de memórias etiquetadas e separadas por categorias, montes de coisas que não possuem categoria enfiadas numa caixa nomeada 'Outros' como quando se organiza arquivos em um computador. E o vizinho sem saber que era a última vez que escutaria Queen repetidamente escuta um CATETEDEAGULHA desesperadamente familiar quando na pressa o guarda-roupa desmonta em cima de mim com todas as roupas. Caixas são fáceis. Dão a impressão que tudo está indo comigo pra onde eu vou, tudo vai ficar bem. Difícil é desligar as máquinas do cara em coma. Desinstalar o som que não parou de tocar por 10 anos naquele quarto, e ver tudo vazio e sem a sua cara mais. E é nessas horas que a gente percebe o que está acontecendo. Nos detalhes quase invisíveis que são a alma de uma história.

Uma última espiada naquela parede escondida aonde você escrevia o nome de todos os amores que você teve. Uma última olhada pra trás. Desliga a luz, fecha a porta. E assim foi.

Depois não dá tempo de pensar em mais nada. Casa vazia é sinônimo de casa cheia de coisas pra fazer. Não é como se você fosse cair no sofá e relembrar de tudo. Primeiro você tem que ir procurar um sofá pra sentar. Não é como se você fosse abrir a geladeira e pegar um sorvete pra afogar as mágoas. Primeiro você tem que ir comprar uma geladeira e depois um sorvete. Que são meio caros, então fica pra outra vez.
De repente você se sente um The Sim chateado e puto porque a casa tá suja, o estômago da roncando, tá com vontade de ir no banheiro, tá com saudade e quer ligar pra alguém, mas peraí  deixa eu deitar aqui que to com muito sono. Nada que um domingo no supermercado e uma madrugada limpando a casa não resolvam. Aos poucos as coisas vão tomando forma. Principalmente quando você compra uma chave de fenda. Vocês não têm ideia de como a vida anda quando você compra uma chave de fenda. E assim começa a nova temporada. Um dia vou estar empacotando coisas e sentindo saudade de tudo de novo. 
Mas é assim que tem que ser! Se não sentir saudade quer dizer que não viveu nenhuma história pra se lembrar. :)

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Apr 24, 2012

Em caso de emergência, arme a barraca.



Título Alternativo: Meu Cérebro não tem Problemas, Você que não consegue seguir meu Raciocínio.

Eu gostaria de dizer o que eu estou pensando, mas desde que eu cheguei em casa hoje a tarde, minha visão do mundo mudou. Na verdade minha visão do mundo tá a mesma, mas a minha visão da visão do mundo vendo eu que mudou. Quero dizer, esse tempo todo eu só achava que você (mundo/vida/leitor/mãe) não concordava comigo, mas você(mundo/vida/leitor/mãe) realmente não tava conseguindo seguir a lógica né? De que adiantaria eu falar aqui o negócio que eu estava pensando? Não que eu fosse dizer, porque era um pensamento bem secreto e condenável, daqueles que você só tem quando se distrai com alguma coisa e esquece que tem escrúpulos. Mas é isso aí. Não adiantaria mesmo. Ninguém entenderia. 

Hoje foi mais um desses dias errados. Desses que a gente mata tristeza comprando cadeira. Daí quando chego em casa, dou de cara com uma caixa azul e prateada em cima da minha mesa. A caixa tinha nome desconhecido e um bilhete da minha mãe grudado, com instruções de como utilizá-la direitinho, e como isso seria bom pra mim. A caixa tinha várias coisas escritas, mas a única coisa que fui capaz de entender foi: Revigorante Mental. Pronto. Acabou a festa. Minha mãe sucumbiu às piadinhas dos amiguinhos sobre 'já tomou seu remedinho hoje?' e resolveu me comprar um remédio pra cabeça. Remédio pra cabeça. Remédio pro Cérebro. Remédio Mental. Para que? Para doença mental. De doente mental. Oi. Quem sou eu, aonde estou?

Resolvi contactar o Guru Encaracolado pra discorrer sobre o ocorrido. E o que eu escuto de volta? "Ahh vai ser bom pra você ou, pra exercitar a sua mente!". PORRA. Até tu Guru? Maior explicaçãozinha de familiar preocupado em intervenção do filho maluco! "Vai pro hospicio querido, vai ser divertido, fazer novos amiguinhos, YEY!".

Daí eu queria vir aqui e dizer altas coisas que eu acho que tá errado na sociedade. Queria mesmo, acho que se mudassem isso a gente já caminhava uns 0,00000098% pra frente. Mas pra que me incomodar? Sou doida. Deixa pra lá. Quem sabe outro dia. Depois de tomar minhas 50 cápsulas de revigorante mental. Vai ver eu tenho Alzheimer e ninguém me contou. Vai ver é 2065 e eu to aqui iludida achando que é 2012. Chato né? Agora nem sei se é de verdade que vou pra praia daqui 2 dias...

Mas caso eu tenha problema mesmo, deixa eu falar logo o que eu queria dizer antes que eu me esqueça. Eu sei que disse que não ia falar, mas é óbvio que eu vou, sua anta. Eu queria dizer pras mães, que tá tudo errado. Esse negócio de ensinar o filho que "Quando você se perder, NÃO SAIA DO LUGAR!", ferrou com a vida da galera. Toda vez que eu me sinto perdida eu fico lá esperando pra ver se alguém vem e me acha. Não sei cara. Perdi minha égua e minha égua me perdeu, ela tá lá me esperando e eu esperando ela aqui. Como faz? Pra onde vou? Cade a cadeira de praia pra eu esperar a égua? Daí esses dias eu tava parada na rua esperando o taxi (ce sabe, tava morrendo de saudade), e comecei a ouvir uns passos. Olhava pra todos os lados da rua e não via ninguém. Aí lembrei da minha mãe dizendo que em caso de perigo, fique onde está. Pô mãe. Enquanto eu to armando minha barraca pra te esperar dormindo tem um maluco do parque se aproximando armando a barraca dele. Como que procede? Daí percebi que minha reação ao ouvir passos numa rua deserta foi entrar no twitter e avisar a galera que eu tava nessa situação. Porque se eu morrer vão saber onde eu tava né? FODA-SE ONDE VOCÊ TÁ GENTE! Que se dane, sai daí e deixa pra achar sua mãe depois. Tudo errado. Por isso que nas novelas quando alguem vai ser atropelado, ao invés de sair correndo, fica lá olhando o objeto da sua morte vindo em sua direção. Vem nenem, me abraça que eu to perdido. PORRA MÃES!

E pra finalizar, queria dizer que conversa de vida real não funciona na internet galera. Saca quando você vê um conhecido na rua vindo em sua direção? Você diz 'oi' a 3 metros de distância, ele diz 'oi' a 2 metros de distância, você diz 'tudo bem?' a 1 metro de distância, e ele responde 'bem e você?' no encontro das retas, e depois cada ponto vaza pra um lado e ninguém fica sabendo qual foi sua resposta, e é assim que tem que ser. Não dá pra ficar simulando isso no bate papo pessoal. STOP THE MADNESS! 2012 e eu ainda tenho que presenciar 'oi-oi-td bem?-bem e vc?-tb' no MSN&Derivados. Tenham mais respeito com o pessoal com fobia de falta de assunto! Cacete. 

ANEXO: Pesquisei na internet e a caixa azul prateada também é recomendada pra gente estressada. Humm

image

Pelo menos eu vou pra praia.
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Apr 3, 2012

O QUE?!


Tenho uma certa paranoia (na verdade eu tenho todas, e essa é só mais uma entre todas), que me faz tentar ler os pensamentos das pessoas que estão a minha volta, principalmente em casos de silêncios constrangedores, caras estranhas, ou quando estão me encarando. Aquele tipo de coisa que acontece quando você entra na cozinha e sua mãe tá te encarando. As vezes ela tava só encarando um ponto aleatório e você enfiou seu carão no meio do ponto aleatório (geralmente as pessoas enfiam suas bundas nos pontos aleatórios e quando eu percebo, to encarando uma bunda). Enfim, eu entro na cozinha, minha mãe me encara, vou logo perguntando 'o que??', Ela diz que não é nada e eu ganho uma paranoia de brinde. Super aplicável para os momentos românticos também. Você está lá, seu amor começa a te encarar, provavelmente pensando como seria legal espremer aquele cravo no seu nariz e seu cérebro vai logo metendo um 'o que?' no momento mágico. Tenho certeza que meu pedido de casamento vai ser precedido de um 'o que?', e o divórcio também (porque olha a cara do meu Roteirista de quem vai desperdiçar a audiência que o drama do divórcio gera).

Mas tem aqueles momentos em que não cai muito bem chegar perguntando o que é que há velhinho, tipo quando você está no carro com seu pai. Ai  você tá lá e ele também, e um silêncio musicaliza a cena. Então aquela parte estúpida do seu cérebro resolve te trollar se perguntando 'Já pensou se meu pai lesse meus pensamentos?'. Segue registro da confusão que se segue.


Será que meu pai lê meus pensamentos?
Hum, porque se ele me lê, eu deveria tomar cuidado com pensamentos do tipo, eu imaginando meu namorado pelado.
Eu imaginando meu namorado e eu pelados.
Ia ser tenso isso.
MAS PORRA, e se ele lê mesmo?
Ah merda, agora eu to pensando todas essas coisas e não consigo parar e AGHHH
Deixa eu espiar pra ver se a expressão facial dele mudou.
Merda, ele parece tenso.
Saim da minha cabeça seus jovens safados pelados!!!
JA SEI VOU IMAGINAR MEU PAI PELADO
NÃO
NÃO

NÃAAAAAAAO




Mas sem sombras de dúvidas as caras mais divertidas de se tentar decifrar, é a de alguém fazendo compras, sozinho, tento milhares de discussões mentais sobre qual item escolher. Quer melhor exemplo do que alguém comprando um sofá? O sujeito senta no item em análise e transparece em sua face toda a sensibilidade bundial que suas nádegas sentiram ao tocar o sofá. E aí ele olha pro horizonte, pensando em eu sei lá o que, com toda a pose de um filósofo do conforto das nádegas poderia ter. 



Telepatia Paranoica, use com moderação.
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Mar 20, 2012

Oh my Brains!


Coisa rotineira pra qualquer mulher exagerada, dramática, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante, neorótica, paranóica ou vivenciando uma TPM é ter que unificar 323 vozes defendendo 591 pontos de vista ao mesmo tempo na cabeça de alguém. Se a cabeça avulsa não estiver disponível, as vozes tagarelam dentro da sua própria cabeça, porque não dá pra calar uma voz, muito menos 323, nessa sociedade da liberdade de expressão. Mas a gente é bem treinada pra isso e faz até bom uso.

Exemplo melhor não tem: Ilusão por Passatempo. Aquele momento que você tá tomando um banho, parada no sinaleiro, esperando o sanduíche ficar pronto, ou o microondas apitar e aí a Consciência Apaixonada resolve imaginar umas soluções sensacionalmente impossíveis pra resolver aquele seu caso de amor sem futuro. São pensamentos cinematográficos, coisa fina, de tirar o fôlego. 'Mas poxa vida, isso seria masoquismo.' Sem problemas, se você for uma mulher bipolar. A Consciência nº17 responsável por ocasionalmente te chamar de anta, trata de colocar uma marca d'água nas imagens holográficas que sua mente está criando com a frase: 

'AS CENAS DESTE PENSAMENTO SÃO BIZARRAMENTE IRREAIS. SUA ANTA.' 

Pronto, você está livre pra se iludir sem perigo de cavar mais o buraco. É quase um tipo de masturbação mental sabe? Dá na mesma. Você sabe que está fantasiando mas poxa, vai valer aqueles minutinhos de alegria. Não que alguém vá se masturbar parado no sinaleiro ou esperando o sanduíche ficar pronto... quero dizer... vai saber né.

O problema mesmo é a Bipolaridade Alcóolica. Funciona mais ou menos assim: A Consciência Quase Bêbada percebe que a Consciência Bêbada pode tomar conta do navio a qualquer momento, e resolve fazer algo pra proteger o navio antes que a Consciência Bêbada faça um estrago e todos os prejuízos caiam na cabeça da Consciência da Ressaca, que obviamente vai solucionar o caso dizendo 'Nunca mais vou beber', ferrando completamente a vida da Consciência Quase Bêbada. Então você conclui que se não fizer nada, você obviamente vai perder sua bolsa a qualquer instante. Aí é só encontrar um esconderijo fenomenal, e esconder a bolsa do resto da sociedade (e de você mesmo). Genial.

E aí você fica bêbado. O único detalhe que a Consciência Quase-Bêbada geralmente esquece de levar em consideração é que a Consciência Bêbada não estava prestando atenção quando o cérebro notificou todos os setores sobre o local onde a bolsa ficaria escondida. Três minutos depois você se encontra em estado de total desespero porque perdeu a bolsa. Mas nada de pânico, 30 segundos depois você vai estar pensando que talvez, quem sabe, a consciência do próximo plantão se preocupe com isso, porque você realmente queria ir ali pegar uma dose de rum e AAAH TUPAQUERAPIU, COMO Q VOU PAGAR MEU RUM?! Caralho, agora vou ter que beber uma dose de rum pra esquecer dessa catástrofe.


One drink to remember, and another to forget.


 
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Jan 19, 2012

Sid and Nancy, Relacionamentos com Facada e a Grama do Vizinho.


Engraçado essa coisa do referencial gramado do vizinho né. Não me importa se a grama do vizinho esteja tão verde quanto a minha, desde que as pessoas que estejam pisando em cima do gramado estejam tão desorientadas na vida quanto eu. Não importa o quanto a minha bagunça esteja totalmente fora de controle, se tiver alguém em uma situação semelhante ou pior, está tudo bem. Eu faço isso com a minha vida. Procuro seriados e filmes com tramas desorientadas, bem no estilo do meu querido Roteirista, pra sempre poder pensar que poderia ser pior. Por exemplo, foi na época que minha ex sogra começou a fazer telefonemas anônimos pra minha casa falando coisas sinistras que eu comecei a assistir Gossip Girl (acho que isso era um assunto delicado, mas que se foda, os anos passam e tudo vira piada ou livro. Síndrome de escritor faz isso com a gente). Porque poxa, você tem que pelo menos entender como funciona a mente do inimigo. Ou o que fazer numa situação dessas. O que eu não chamaria de uma atitude muito esperta, porque veja bem, nesse ritmo de aceitar os acontecimentos na minha vida com base em roteiros de séries e filmes, agora mesmo eu vou estar achando aceitável a existência de Tiranossauros Rex no horizonte de Uberlândia. Mas pelo menos eu vou saber como me defender né? Fingir de morto e tal.

Mas a coisa é essa. Se identificar com a tragédia da grama do vizinho, ou ter quem esteja pior e sem gramado, pra se distrair com a grama alheia. Ou a falta dela. Foda é quando você percebe que você tá sendo a distração dos problemas alheios. Já diria Sid Summer e Tom Nancy. 'Nós temos alguns problemas, mas não chegamos no nível da Mônica Fadul ainda!' (veja abaixo)

E é assim que é. Deixa o Roteirista tomar conta, quando você menos espera, sua vida tá lá, virando um filme. Ou um livro. Ou jogando a ex sogra na fogueira do seu blog, só pra dar uma temperada.






Mas só pra constar, ainda não to aceitando relacionamentos com facadas na minha vida não. Apesar de que eu tenho uma amiga que... enfim. Chega de gente na fogueira por hoje.
Leia ...
Jan 7, 2012

Sobre Aparelhos Auditivos, Filosofia e Guerras Mundiais.


Em vista dos últimos acontecimentos da minha vida boêmia e algumas fortes opiniões dos amigos sobre os ocorridos, posso afirmar que deficiência auditiva é a nova teoria do caos. Estatisticamente não comprovado, a primeira Guerra Mundial se iniciou por um comentário mal interpretado de John Kovack sobre a mãe de Jenny Stein. 

Então lá estava eu tentando abrir caminho no meio da multidão pra fazer aquele xixi esperto. Já a multidão estava pouco se lixando pro meu sistema urinário (?), e achou mais interessante ficar pulando loucamente como se não houvesse amanhã, daquela maneira que multidões pulam virando um corpo só. Sagaz, analisei a massa saltitante e detectei seu ponto fraco: um casal. O casal, por sua vez, estava pouco se lixando pra minha bexiga, a multidão e a lei sobre atentado ao pudor. Mas a gente releva essas coisas porque sabemos como o amor, meu amor, esse amor, faz 40 graus de febre, queima pra valer, queima pra valer.

Aí vem o problema: eu não sei pedir licença. Eu acho que pedir licença não funciona direito sabe. Não é como se você fosse chegar na pessoa sem nem saber seu nome e sobrenome e já vai pedindo licença assim. Tem que ter um mínimo de intimidade pra pedir que alguém abra mão do seu espaço pessoal pra um desconhecido qualquer. Licença não tem esse poder todo. Então eu tento conhecer um pouco da pessoa antes de mandar ela sumir da minha frente. Sempre, é claro, cutucando a fêmea, pra não gerar nenhuma instabilidade no relacionamento alheio.


_ 'Oi! Eu sei que vocês se amam muito, mas vocês poderiam se amar mais juntinhos, pra eu passar por aqui e ir ao banheiro?'
_'Oi?', disse a moça sem fôlego, saindo de um beijo mexicano.
_ 'Então, você tem duas opções, você pode se afastar dele e ai eu passo no meio, ou então você pode encoxar ele e ai vocês poderão se amar muito mais enquanto eu passo por trás. Que particularmente eu acho que seria muito mais agradável para todos nós!'
_ 'Ah sim, tudo bem!'


Meus amigos dizem que eu deveria me ater a um simples 'com licença' ao invés de ficar filosofando com completos desconhecidos embaixo de uma caixa de som sobre a metafísica da atmosfera e a impossibilidade de dois corpos ocuparem o mesmo espaço, mesmo quando se amam, e como isso afeta a expansão constante da minha bexiga. Mas sabe, parece errado. E então consegui abrir o espaço desejado e segui minha jornada até a próxima batalha na guerra que é chegar até o banheiro. Mal sabia o que isso iria virar no fim da noite. Poupando o querido leitor do suspense, pulo logo para o fim da noite. 

Cutuquei um cara no balcão e pedi que ele se movesse 50 centímetros para o lado esquerdo para que eu pudesse ficar ao lado do meu amigo. Gentilmente o cara disse que poderia oferecer 60 centímetros, mas que eu deveria tomar mais cuidado com as coisas que eu falo antes de sair destruindo o casamento dos outros. 



'Que?'


'Ah você não se lembra? Tudo bem, não ficarei chateado, mas que sirva de lição pra que você pense melhor nas coisas que você fala pras pessoas.', completou o ofendido.
'Mas. hein? Aonde Que? Quando? Han?'
'Hoje mais cedo você disse pra minha esposa que ela deveria ser mais discreta, e não permitir que eu ficasse com a mão na bunda dela em público.', explicou o ofendido.
'Cara, olha, eu posso ser meio maluca, mas eu tenho certeza que não falei da bunda de ninguém pra ninguém hoje. Certeza. Você deve estar me confundindo.'
'Não, era você mesmo. Mas tudo bem. Só tome cuidado. Agora você pode ter destruído um casamento.'
'Mas, que? Como assim? Sua esposa está brava? Cade ela, deixa eu conversar com ela...'


E assim prosseguiu o diálogo sem sentido, até que uma moça me cutuca e diz: 'Eu sou a esposa dele, e eu sei que você ama ele, mas ndbr fhwklfr haa'


'HEIN?!'


Sabe. Esses são os momentos que faz a vida fazer sentido. Só que não.  O negócio é que veja bem: Não fazia sentido algum.  E então a mulher me puxou para conversar comigo no banheiro, longe do marido, e meus amigos me seguiram achando que ela queria me espancar com privacidade. Longe da loucura e da caixa de som ela conseguiu me explicar que o marido era louco, e tinha entendido tudo errado, que eu tinha conversado com ela quando pedi licença para ir ao banheiro dizendo que sabia que os dois se amavam e toda aquela coisa, e que estava tudo bem. O marido por sua vez, foi reclamar com o segurança sobre o fato de dois caras terem seguido a esposa dele até o banheiro feminino para atacá-la com suas ferramentas do amor. E ai vocês sabem como esse tipo de confusão termina. Ou não. Quem sabe um dia eu aprendo a não divagar com completos desconhecidos. Talvez eu estivesse mais em segurança quando eu era só uma autista no mundo. Malefícios da socialização a base de Rum.


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Jan 3, 2012

Forever Alones também se Divertem.


Sabe quando você tá de bem com a vida, se amando pra caramba, e nem é um amando pra caramba num sentido 'banho longo', e veja bem eu não estou dizendo que eu tenho banhos longos, só estou usando um acontecimento comum do cotidiano dos filmes de Holywood para trazer este texto para mais perto da realidade dos leitores, e enfim, lá está você amando você mesmo demaisão, e você tem uma grande idéia: Vou me levar pra passear! Porque eu mereço!

Não. Você não vai convidar ninguém. Porque convidar alguém significaria ter que dar atenção pra essa pessoa, e no momento, sua cabeça está muito divertida pra você ter que dividir atenção com cabeças secundárias. E você poderia ainda ter que arriscar a dividir sua comida. Não que você já não tenha superado essa fase, e já não tenha virado aquele tipo de monstro que não divide a comida e ponto final, mas essas situações são sempre meio constrangedoras né. Então você se leva no Barolo. Pauso a narrativa para uma indagação.



Só quem ama e é amado tem direito a um belo prato de macarrão? 


'A senhorita deseja alguma coisa enquanto aguarda?', perguntou o Garçom.
'Aguardo?', filosofei sem conclusão. 'Me trás uma coca!'
'Tudo bem!'

Passa alguns minutos de tensão, sobre gastar pedaços do meu belo prato de macarrão sem um gole de coca em seguida (leia mais sobre este assunto em algum post futuro sobre TOCs que não leva ninguém a lugar nenhum), o Garçom retorna com a coca e coloca dois copos na mesa.

'Pode levar este, sou só eu mesma!', disse confiante.
'O que?', perguntou o Garçom.
'Apenas 1 copo!', confirmei.
'Pardon me?', insistiu o Garçom.
'Uma pessoa. Um copo.', expliquei, quase desenhando em um guardanapo.
'Um?', perguntou o garçom em crise.
'Sabe, serve um canudo também.'
'Você está...', começou o garçom, muito bem complementado pelo silêncio das reticências. 'Sozinha?'
'Algum problema?', perguntei eu, começando a me perguntar se seria falta de educação continuar aquele diálogo de boca cheia.
'Não não, de maneira alguma, só verificando! Tenha um bom apetite.'

Sério. Cara. Sério. 

Os olhos arregalados da minha mãe quando eu digo que fui ver um filme sozinha, eu até aceito. Mas até tu Garçom? Que que aconteceu com toda aquela amizade naquela mesa de bar quando eu te disse que meu grande amor hoje vai se casar? Poxa viu! Não se fazem mais garçons como antigamente.

E só pra registrar, coca é muito mais gostosa no canudinho.
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Dec 31, 2011

Feliz Ano Novo do Roteirista


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Dec 28, 2011

A Escala Evolutiva da Vida mensurada em Banhos.

Acredito que toda fase da vida é retratada por um marco. Por algum motivo, ainda inexplicável, algumas pessoas que nasceram durante o Jornal Nacional de uma quarta-feira costumam ter esses marcos da vida durante um banho. O que me faz acreditar que vou morrer escorregando no banheiro após um bom banho. O que também me faz perceber o quanto a vida das mulheres é mais desgraçada na fase da adolescência do que com os homens. O que me faz pensar AH, então tudo bem, é por isso que somos tão piradas assim. Agora faz sentido.


A FASE DA BOA VIDA, 
INTERROMPIDA PELO TRAUMA DE INFÂNCIA:

Tomando banho de banheira, brincando com seus legos de barco, jacarés e tubarões, fazendo vestidos de espuma, fazendo cabelos de Morgana, brincando de fazer bolhas gigantes de sabão entre o braço e a barriga, brincando de fazer o corpo virar um balde de água (?), brincando de fazer sua irmã desmaiar mostrando seus pontos da cirurgia na amígdala, até que um dia você entra no banheiro feliz da vida com mais alguma idéia genial e Ó MEU DEUS ESTOU VENDO A BUNDA DO MEU PAI.

Pais deviam trancar a porta do banheiro quando sabem que a banheira é a nova melhor amiga da filha.

A FASE DO CRESCIMENTO, 
INTERROMPIDA PELA ADOLESCÊNCIA E SUAS IDÉIAS:

Minhas primeiras lembranças são de como era agoniante tomar banho e não conseguir enxergar a prateleira de shampoos. Você ficava lá vendo aquela cachoeira cair pensando, poxa, o que deve existir ali em cima? Quais segredos aquele pedaço de Novo Mundo deve esconder? Até que um belo dia você percebe que a linha da sua visão finalmente alcançou a linha da prateleira e todos os seus pertences. E aí você pode ter certeza, vai acontecer algo catastrófico. 

Você encontra uma gilette. Ó! O que isso deve fazer?


A FASE DO CORAÇÃO PARTIDO,
E TODOS OS PLANOS INFALÍVEIS:

Então lá está você num banho demorado, a sociedade pensando que você está descobrindo suas ferramentas corporais (bom, se você fosse um menino, certamente seria isso). Mas não. Você decidiu descobrir pra que serve a gilette. E depenou sue braço inteiro. Toda uma experiência nova de deslizar coisas facilmente pelo braço tão liso quanto a bunda de um bebê. Eu PRECISO mostrar isso para o mundo!
E no dia seguinte você vai pra aula, com seu belo braço depenado digno de uma lady, e uma pulseira nova de elefantes, e senta ao lado daquele carinha que você (achava que) sempre quis. Você tem certeza que ao passar horas ao lado do seu braço depenado de elefantes ele vai se apaixonar por você. Você tem certeza. Tanta certeza que você arrisca uns movimentos com o braço pra ver se a sua beleza é notada.

Certeza.
Mencionei que só um dos braços estava depenado?

A FASE DAS RESPONSABILIDADES,
E O CHORO DO AMADURECIMENTO.

Um belo dia você sai para ensinar sua amiga a andar de bicicleta. Mas vocês perdem a hora. Está tarde, vocês estão longe de casa, está chovendo, e já passou do horário que sua amiga tinha combinado dos pais irem buscá-la. Enquanto isso, os pais aflitos começam a dar voltinhas de carro pelo bairro pra ver se acham algum sinal da filha. Quando acontece a tragédia: Eles olham para o lado e vêem a cena de duas meninas de bicicleta na chuva. A da frente freia por causa de um buraco. A de trás não consegue parar a tempo e tromba na outra. Bicicleta para um lado, amiga pro outro, e um monte de lama. Os pais correm pra acudir a filha jogada no meio do mato que está com um braço com uma pintura maneira de lama e sangue. Todo mundo corre pra casa pra limpar e ver o tamanho do estrago. Todo mundo te olhando com olhares condenantes. A chuva. A solidão. O silêncio. O Banho. Você liga o som. More Than Words tocando. Você não saca nada de inglês então acha mesmo que aquela musica fala sobre como é chato quando você faz sua amiga cair num buraco de lama na frente dos pais dela. E vem o choro do banho. O melhor de todos, porque a música abafa o choro e o chuveiro abafa as lágrimas. Lindo. Lindo.

Cena de filme, eu diria.

A FASE ATUAL.
Claro que está eu não posso comentar aqui né.  
A gente precisa de uns anos pra superar as coisas e tranformá-las em piada. E o nível de bizarrice vai só aumentando. 

Quem sabe daqui alguns anos. Quem sabe. 
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Dec 25, 2011

Prefácio


Henry Miller disse que a melhor forma de se esquecer uma coisa é a transformando em literatura. Tentei. Não deu. Mas recentemente no meio do ápice do meu sono insone (o qual quando acho que me livrei, me deparo com um relógio marcando 4h da manhã), bem naquele momento que você engana a tal da insônia e consegue adormecer as 10 da manhã durante a digestão do café da manhã, o telefone tocou.

Acordei insanamente ansiosa (e diga adeus ao sono) pensando que era o Correio ligando. Quando alcanço o telefone, ele pára (2ª Lei de Murphy para Insones). Sem nem 1 segundo pra lamentar o ocorrido, meu celular começa a gritar versos românticos sobre a mulher que tinha gonorréia, lá no meu quarto. O celular que estava no meu quarto, não a mulher com gonorréia. Novamente insana, corro achando que era o Correio. E quando vejo quem é, perco qualquer chance de voltar a dormir algum dia.

Uma ligação rápida e objetiva. Dizendo que achava mesmo que eu deveria escrever um livro. Sem entender nada eu disse: "Mas eu já escrevi!" - "Não vale. Dessa vez tem que ser pro mundo todo ler." 


Verdade seja dita sobre escrever um livro: These Words I Write Keep Me From Total Madness.

Então pensando bem, talvez seja hora de escrever o meu 3,5º livro (0,5º porque um foi interrompido pela minha incapacidade de realizar cálculos complexos da distorção do tempo na dimensão do espaço). Não que eu ache que desta vez ele vai ser público. Não que eu ache que vá conseguir esquecer alguma coisa. Não que eu vá tentar aprender cálculos complexos sobre o espaço-tempo. É que descobri, para a infelicidade de Henry Miller, que ao transformar alguma coisa em literatura, a gente não apaga ela. Muito pelo contrário, a gente eterniza ela.

E a eternidade sabe o quanto eu estou precisando de uma terapia pra aliviar minha cabeça de toda essa coisa de não pirar de uma vez. Esse negócio de pirar aos poucos tá me deixando maluca. E a eternidade distorcida no espaço-tempo tem dessas coisas.

Acho que antecipei um Auto-Prefácio...
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Dec 5, 2011

I'm Going Slightly Mad

Série: Minha Vida | Gênero: Comédia Trágica Troll

Estava lá eu, em um desses típicos finais de sábado a noite, daqueles que você sabe que fodeu, seu fim de semana acabou, a próxima coisa que te aguarda é um domingo de ressaca e uma segunda feira despencando na sua cabeça, quando você finalmente se recuperar da coisa toda. Aqueles fins de sábado a noite que só não conseguem ser piores do que finais de festa de Ano Novo (porque convenhamos, que ideia de girico). Lá estava eu, quando resolvi dar um jeito na situação e ir embora de taxi (você sabe, tava morrendo de saudade). 

Foi entrar no taxi que o cara já me vem com uma de 'como vai você, eu preciso saber da sua vida'. Cortei logo a onda e mandei ele contar da vida dele porque a gente não ia chegar nenhum falando sobre a minha vida, e se ele não tivesse um barco no porta-luvas a gente corria sérios riscos de se afogar nas lágrimas TPMiosas da passageira destrambelhada num fim de sábado a noite. Vitor, o taxista, me contou alegre e saltitante como ele amava a vida dele, como ele amava a profissão dele, como ele amava os sábados, e como ele amava o carro dele. E como a gente deveria se amar também. Eu não sei se era o álcool na minha cabeça ou se ele veio da terra da Disney, só sei que aí ele me pediu em namoro. Ou algo do tipo "você é tão legal, queria achar uma namorada igual a você". Que dá na mesma, numa vida tão emocionante quando a de alguém cujo o único (ex)namorado foi fruto da famosa Crise da Mão no Chuveiro, aquela que faz meninos de 14-17 anos correrem desesperadamente atrás de namoradas na esperança de não terem mais que saciar as vontades na hora do banho.

Enfim, lá estava eu naquela situação. Eu estava dizendo pro taxista que se eu aceitasse o pedido de namoro dele e a gente desenvolvesse algum tipo de amorzinho, a gente ia descobrir que éramos filhos do mesmo pai 17 minutos depois de eu descobrir que estava grávida. Porque é assim mesmo que a vida funciona. Pelo menos a minha vida funciona assim. Meu roteirista sempre vai colocar uma barreira mexicana no meio de qualquer tentativa falha de desenvolvimentos de amorzinhos, e se eu resolver ignorar a barreira mexicana, ele me dá uma garrafa de tequila pra deixar a coisa mais tragicamente cômica, e bota um pessoal de bigode ao fundo cantando umas músicas divertidas e pronto. A audiência vai ao delírio.

Querido Roteirista, esse negócio da vida pirar pelas metades não funciona. Porque poxa vida, não dá pra ficar sã nesse universo de situações piradas que você me coloca. Como diria Freddie Mercury, estou ficando ligeiramente louco. Não venha me julgar se eu começar a ignorar o roteiro e sair desfilando com uma chaleira na cabeça qualquer dia desses.

A (não) Compreensão Total deste post exige a apreciação do vídeo abaixo.

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Sep 7, 2011

Carta para o Futuro III - Salvando Vidas

Hoje resolvi abrir minha caixa de coisas guardadas de 2000 a 2011 pra ler minhas cartas pro futuro. Encontrei algumas que nem lembrava e PUTZ. Essa eu divido com vocês. É de 05 de maio de 2006. (clique para aumentar)




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Aug 23, 2011

Jumbalda.

Negócio é que lá estava eu. Tudo ok. Aquele mesmo músculo doendo no meu ombro esquerdo que me faz pensar, porra, eu preciso de uma massagem. Mas estava tudo sob controle. Lá estava eu, com meu ombro dolorido. Tinha o fato também que minha bunda esquerda estava doendo porque essa nova cadeira que me arranjaram depois que atiraram a minha antiga azul radical desparafusada pela janela. Espera, perdi o fio da meada. Tinha também o fato de que minha bunda esquerda estava doendo porque a cadeira era desconfortável e fim. Tinha o fato de que eu estava/estou tremendo de frio e não tomei/tomarei uma atitude sobre isso, mas bem, isso explica as coisas afinal. Porque lá estava eu, dolorida e tremelicante, mas tinha algo errado com a coisa toda. E não era o fato de que meu pai roubou minha batata sem ao menos falar comigo. Tenho certeza que meu pai roubou minha batata sem falar comigo. Também não chega a ser um problema se você desconsiderar a fome que é amenizada pela tremelicalização dolorida do meu corpo na situação toda, mas enfim. O problema era outro, muito mais tenso, se me permite dizer, pra alguem que precisa acordar daqui 4 horas pra aprender a construir robôs.  Na verdade tinha um segundo problema, que era a falta de música, mas isso eu resolvi agora. Mas concluindo a coisa toda, o problema complexo era simples e um tanto quanto uma outra palavra que me fugiu agora justamente por consequência do problema que eu estou tentando contar aqui. O problema era: meu cérebro sumiu. E acho que a palavra era 'contraditório' ali atrás, apesar de que alguma coisa, que não é meu cérebro, estar gritando dentro da minha cabeça que na verdade a palavra é 'paródia'. Mas não. Não acreditarei. Porque perdi meu cérebro esta manhã quando acordei com barulhos sinistros que eram similares a uma bola gigante de ping pong quicando no quarto ao lado. Quarto o qual, é meu, e esta deixando de ser azul com um céu de estrelas que brilham no escuro. Acho de péssimo mal gosto tirar essa decoração, mas bem, como se pode argumentar com um pai que rouba batatas sem nem um bom dia. Eu tenho certeza que roubaram minha batata. E não acho que minha mãe faça o tipo de pessoa que comeria uma batata recheada com catupiry e bacon. Nem meu pai. Mas a batata sumiu. Isso é um fato.

Dias como esses em que meu cérebro some são causados por várias sequências de acontecimentos. Geralmente acontece quando você está absorto num momento do seu cotidiano e te pegam de surpresa e seu cérebro dá um tilt. Exemplo: Natal de 1995.

Lá estava eu fazendo meu xixi matutino pra me preparar para as buscas dos presentes sem ter q preocupar com a minha bexiga ridícula de uma criança de 6 anos. Lá estava eu fazendo o meu xixi. Meu xixi. Só meu. Eu e ele. Sem amor. Só essa relação que a gente vive com essas coisas que é.. saem da gente. Enfim. Lá estava eu esvaziando a dita cuja quando a porta do banheiro se abre com um estrondo de um rinoceronte feliz na manhã de natal que não tem uma bexiga pra se preocupar. Era minha irmã, com uma caixa que era tipo, grande, embrulhada num papel verde. E ela gritou: ACHEI SEU PRESENTE.

Bom você tem que entender minha frustração de ter perdido toda a caça justamente por estar me preparando pra ter uma caça agradável, mas poxa, aquilo me deu um tilt no cérebro, porque ele estava preocupado no xixi, e papel higiênico e naquela manchinha do azulejo, e de repente me surge um pacotão retangular, esticadão, verde, com minha irmã gritando que era meu. Poxa. NÃO DAVA PRA LEVANTAR E IR ATÉ O PRESENTE TÁ SACANDO? Tinha a coisa toda do xixi e tal. Assim, se perde o cérebro, que numa ultima tentativa de manter o controle da situação, tenta adivinhar o que é que tem no pacotão. Bom, eu pedi um carrinho de bebê com guarda-sol de acessório, então devia ser isso. Mesmo que aquilo nunca fosse carrinhamente caber numa caixa daquelas, as vezes era desmontável vai saber. Enquanto tentava manter controle da situação, vejo minha irmã rasgando sem dó nem piedade o embrulho verde, e bem, eu vi um auto-falante desenhado numa parte, pensei frustradamente que era um carrinho de bebê equipado com som e não guarda-sol. O que me fez demorar mais do que o normal pra entender que eu tinha ganhado um aparelho de som de natal, e que minha vida ia ser muito mais feliz agora.


A mesma coisa aconteceu hoje, só que felizmente, não envolvia xixis. Envolvia códigos. E aquele eterno problema que me atormenta, tipo a dor no ombro, que dá vontade de me jogar no chão e gritar UMA MASSAGEM PELO AMOR DE DEUS, UMA MASSAGEM MEU POR CARIDADE. Enfim. Eu estava concentrada tentando sacar de qual era daqueles códigos que insistiam em empacar minha vida. Estava absorta na utilização do position absolute ou position relative, quando uma caixa grande pousou do meu lado esquerdo da mesa com um som vindo de cima com alguma coisa que eu não identifiquei na hora.

Tilt.

Meu cérebro se lembrou que eu estava prestes a ganhar um pendrive em forma de câmera fotográfica. Bom, ali estava. Caixa grande esta pra um pendrive não? Hmmm.


Hm.

Nikon D3100.

Hmmm.

Hm?

Desde então estou sem cérebro. Tenham todos uma boa descerebralização.





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Jul 12, 2011

Original Soundtrack.


A cada ano que passa, cresce o número de pessoas a minha volta que não gostam de aniversários. E não sei de qual é dessa onda, pra mim o único problema aqui são os Anos Novos, mas aniversários? Desta maneira (redação colegial mode ON), a cada ano que passa, olham pra minha euforia do dia 12/07 com mais cara de ponto de interrogação. Eu não vou discutir. Só acho o seguinte: Aniversário é o dia especial do ano que você pode reunir todas as pessoas mais especiais da sua vida num lugar só, além do fato da sua mãe NUNCA brigar com você nesse dia. FIM! Pra mim aniversário é aquele momento do jogo que o herói pega um negócio mágico e fica invencível, tudo sai da rotina, uma musica doida toca, dorgas, correria, POOOINTS e enfim. Meus dias 12/07 são meu bugabuga no Crash Bandicoot. E nada mais justo do que uma trilha sonora pra preencher esse dia inteiro. Dê o play as 9:00 e inicie a lavagem cerebral as 4:30. Bom dia 12/07 pra vocês!

P.S. - 22!

GOOD MORNING LUCY + LUNCH
09:00 ~ 13:00


LAZY AFTERNOON + CRAZY AFTERNOON + SUNSET
13:00 ~ 19:00



LIGHT NIGHT + ROCK NIGHT + CRAZY NIGHT
19:00 ~ 24:00


FUNNY NIGHT + ROOOOCK + LAZY DRUNK
00:00 ~ 04:30


GAME OVER
04:30 ~ 09:00
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Jan 15, 2011

Testando a Cigana.

 A tall dark stranger is going to enter your life
at some point until next party dedicated to a saint
 at first he wont seem fiting
 bu he will reveal himself as your soulmate
 There is a but
 One of you wont be emotionally available
 the cards dont reveal witch one
 This is a dificulty you must cross to find true happiness.

-  Guru Encaracolado

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Dec 26, 2010

2010.

[brega]


Nadar num mar de borboletas. Cortar da sua vida tudo de ruim. Viver de Rock n' Roll. Viver como um pirata. Fazer uma tatuagem. Quase morrer afogada no Rio. Se apaixonar de novo todo dia. Superar o trauma da festa de 15 anos da sua irmã. Voltar a dançar. Exagerar. Se acabar toda vez. Nem ligar pra isso. Dançar valsa no Morumbi. Dirigir demaisão. Ver sua amiga sofrer mitose. Invadir o bar. Bater num ônibus. Não saber onde está. Não saber what the hell is going on. Se acostumar com isso. Aproveitar os amigos. Aprender a socializar. Perder o controle disso. Tomar banho. Pagar a língua. Apreciar a língua pagada. Esquecer seu nome. Soluçar. Fazer dois aniversários em 1 ano. Abraçar o amor por chapéus. Esperar o Sol amanhecer, mil vezes. Ver o eclipse. Viajar. Se despedir. Ser loser. Pedir demissão. Voltar a confiar. Baila tu cuerpo alegria macarena. Reaprender a fazer amizades. Não levar a vida tão a sério. Encontrar amigos novos em lugares improváveis. FALAR EM CAPS LOCK. Amar tanto que pensa que odeia. Mostrar o Atelliê na Globo. Viver desequilibrada. Superar os obstáculos. Fazer Paul McCartney chorar. Paul McCartney te fazer chorar, a 10 metros de distância. Vuvuzelar em vão. Ver um mini-humano chegar ao mundo. Fazer implantes de silicone. NOT. 2010, você foi FODA!




Obrigada a TODOS que fizeram parte disso tudo. Me surpreendi e muito! E pra 2011, só tenho a dizer o seguinte:

Don't Stop me now, cause I'm having such a Good Time!  

P.S. - Lívia, Luiza e Yuji, Biscoito da Sorte diz: apareçam mais em vídeos!
[/brega]
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Nov 19, 2010

Já mencionei?


SHE'S GOT TWO TICKETS TO PAAUL!!!!
SIR PAUL MCMOTHERFUCKERTNAY! HERE I GO!

Achei que era importante mencionar isso... aiai!

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Nov 13, 2010

Thick as a Brick

.....Como você se relaciona com seus sentimentos? Aqueles que você não tem controle nenhum? Como você lida com isso? Essa coisa de minhocas dragoníferas de 70 cabeças e mil hipotálamos que fazem você virar um pote de sorvete guela abaixo ou pular de para-quedas gritando ioleiohul?

.....Eu não lido bem com isso. Odeio o descontrole, odeio mesmo e tenho certeza que pedi a uns 10 posts atrás que por favor alguem escondesse meu controle remoto porque estava tudo controlado demais. Ato suicida. Pois bem. A realidade é que a vida é um puro descontrole e eu, e muitas outras pessoas enminhocadas, ignoro isso com todas as minhas forças, potes de sorvetes, cataflans, runs e músicas e flautas possíveis. Simplesmente porque acho muito imbecil da parte de alguem aceitar o fato de que tristeza é só uma coisa da vida. A felicidade vale, entendeu? Tristeza não. Pra existir o alto, tem que existir o baixo. Mas pra que usar a droga e assinar contrato de estou cool com os efeitos colaterais? Estou cool uma ova! Estou é toda melecada de pomada pra dor muscular porque meia hora atrás fazia sentido acabar com qualquer dor com esse tipo de substância. Pois eu te digo a real: eu não lido muito bem com essa coisa de sentimento loser não. Não. Eu mando ele ir cagar na latinha que eu tenho mais o que fazer. O problema é que a tristeza não tem intestino então ela nunca realmente vai fazer nada na latinha. Não. Ela se aloja no seu hipotálamo e decide dançar um mambo nas horas mais desnecessárias. E se nesse momento o universo tiver de bobeira e resolver dar pitaco na sua vida, as coisas deixam de ser uma puta coincidência do caralho pra ser uma puta sacanagem cósmica do caralho. Mas isso não vem ao caso. O negócio é que eu não sei lidar com isso, entendeu?

.....Primeiro pior dia da minha vida me fez baixar todas as musicas mais deprês da história, deitar num colchão no escuro e chorar até secar. O negócio é que eu não secava, acho que bebo muita água. Então foi uma solução bem estúpida e inútil, ok. Juro que não baixei My Heart Will Go On.

.....Segundo pior dia da minha vida... troquei por um pedaço da minha alma pra voltar a ativa. Funcionou, mas to empenada agora com a alma torta.

.....Agora to aqui tentando entender como é que faz pra lidar com esse tipo de coisa sem ser uma loser chorona, nem uma negociadora de almas. Então resolvi IGNORAR. Não, não funciona também. Como eu disse, uma hora a coisa toda decide dançar mambo. Dependendo do grau, até um tango. Totalmente desnecessário, se me permite acrescentar.

.....O negócio da pomada pra dor muscular também não pareceu funcionar muito bem apesar de que, minha perna parou de doer. Então resolvi escrever nesse blog. Resolvi mesmo e vou me xingar alguma hora por isso, ou isso nem vai se tornar público, mas to aqui, escrevendo. Eu podia estar lubrificando os olhos, eu podia estar tendo amnésia, eu podia estar vendendo a minha alma, mas não. To aqui tornando público que eu também sou loser, como se ninguém soubesse, e deixando claro que desejo que meu hipotálamo peça um sistema excretor de Natal e vá cagar na latinha logo após.


.....Então, como é que lida com essa coisa? Não me vem dizer que são ossos do ofício. Se fosse assim tava tudo bem se drogar por aí. Porque é ruim, mas também é bom. E a bad trip brother? Como é que fica?

.....Eu só sei de uma coisa. É nessas horas que a música mostra o porque desse poder todo na minha vida. Porque de verdade, se tem alguma coisa que tem a capacidade de curar, consolar, ouvir e dar a volta por cima, sem efeito colateral, é a tal da música. E é por isso que sou estupidamente apaixonada pela trilha sonora que meu pai fez o favor de montar pra minha vida. E de verdade, se o seu pagode, ou seu funk, ou seu Chimbinha Bieber te faz tão bem assim nessas horas, então eu respeito seu péssimo gosto auditivo.

.....E eu preciso urgentemente dar um jeito nessa bad trip, tenho dito. E não falo mais disso também, amém. Se você ler esse post, comente comigo apenas sobre como as lesmas andam gordas ultimamente. Obrigada!

Lesmas Gordas, ativar.
Leia ...